O dia dedicado ao Rádio

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O dia dedicado ao Rádio

No dia 25 de setembro, data do nascimento de Roquete Pinto –  o “Pai do Rádio Brasileiro” -, comemora-se o Dia do Rádio. Em 1923, Roquete fundou a primeira emissora do País, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos.

Roquette-Pinto e seu amigo Monteiro Lobato só pensavam em levar educação a todos os cantos do País. Lobato escolheu os livros e a política. Já Roquette-Pinto conheceu o rádio e identificou o veículo perfeito para a educação. Isso, em 1922. Insistiu para o governo federal comprar os equipamentos de transmissão. Não foi atendido, mas não desistiu. Ele reuniu os intelectuais da Academia Brasileira de Ciências e fundou no Rio de Janeiro a primeira rádio do País: a Rádio Sociedade. Muitas outras vieram nos anos seguintes e o Brasil entrou definitivamente na era da informação.

O rádio, entre os meios de comunicação em massa, pode ser considerado o mais popular e o de maior alcance do público, não só no Brasil mas no mundo, isso pela capacidade que o homem tem em ouvir a mensagem sonora e falada simultaneamente e não ter de interromper as suas atividades e se dedicar exclusivamente à audição. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM.

O rádio hoje

Em tempos de internet, tablets e um mundo colorido na televisão, há quem diga que o rádio é uma mídia ultrapassada. Antigamente, esse meio de comunicação era o melhor amigo do homem, pois era a única forma de entretenimento, com suas notícias e até rádio novelas. Acredita-se que a morte do rádio já é decretada, mas dados comprovam que isso não passa de rumor. Segundo a última pesquisa da Marplan: o rádio é o único veículo de comunicação que está presente em 99% das casas e em 83% dos carros, e também o único que está junto a 93% dos consumidores no momento que antecede a compra.

Profissionais do ramo garantem que o resultado positivo do rádio vem com o compromisso e a união de todos que trabalham no meio, de uma organização que conta com o suporte do redator, produtor, pessoal do atendimento, promoção, programação e diretores artísticos. “Acredito que seja um escritório com muita interação, produção, pautas, equipes, pilotos e um monte de computadores com mesa de som e locutor”, diz o estudante de jornalismo Carlos Mendes, quando questionado sobre o funcionamento de uma rádio. “Na verdade, acho que deve ser uma enorme bagunça”, brinca.

Antigamente, o que mais prejudicava era a dúvida sobre quem ficava atrás do microfone, afinal, não havia imagens. Mas essa questão foi superada: atualmente trabalha-se de uma forma indireta suprindo tal ausência, através de fotos e vídeos na internet. “A internet prejudicou por um lado, mas ajudou pelo outro. E hoje ela é uma aliada, sim!” diz o locutor Kledynho Camargo, da rádio Metropolitana, que completa: “o rádio tem que estar onde as pessoas estão, se as pessoas estão lá, nosso trabalho é entrar e ir até essas pessoas”.

“O rádio tem que fazer o papel dele, levar muito mais interatividade, levar alegria para as pessoas e comunicação acima de tudo. Uma coisa que se perdeu até numa rádio adulta: hoje você fala muito pouco e toca muito mais. Deveria existir uma dosagem, de voltar a se comunicar, fazer com que o rádio volte a ser parte da vida das pessoas”, diz Márcio Cruz, locutor do programa Sob Medida, da Nova Brasil FM.

E para continuar sobrevivendo, o rádio, que ainda é o veículo de comunicação de maior agilidade na transmissão de notícias, seguirá a mesma tendência de sempre, adaptando-se aos novos tempos, dialogando com as novas mídias e interpretando os novos desejos dos jovens, que estão mais impacientes e efêmeros em tudo, querendo informação cada vez mais rápida.

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